Cinco curta-metragens que você não pode perder!

Cinco curta-metragens que você não pode perder!

Absorvendo o tabu

Dirigido pela cineasta americana Rayka Zehtachi, ‘Absorvendo o tabu’ levou o Oscar na categoria curta-metragem, em 2019. A narrativa aborda o cotidiano de uma comunidade rural na Índia, próxima a capital do país, Nova Deli, em que a menstruação é tabu, por conta da desinformação. O período menstrual é considerado doença ou maldição, por isso as mulheres chamadas dali deixam de estudar quando entram na puberdade. O constrangimento social permeia as vidas delas que, até o momento das gravações, não conheciam absorventes e usavam alternativas, como tecidos sujos, folhas e até cinzas. Isso causava uma série de infecções. O curta mostra o momento que um empresário leva uma máquina de produção de absorventes biodegradáveis ao local. O que, além de mudar o conhecimento, proporciona renda a essas mulheres que passam a fabricá-los.

Duração: 26 minutos

Disponível na Netflix

Trailer:

 

The neighbors’ window

Voyeurismo, por definição, é uma patologia em que a pessoa sente prazer sexual quando observa outra – sem que ela saiba – se despindo, nua ou em atos sexuais. Em ‘The Neighbors’ Window’, dirigido por Marshall Curry, um casal de meia-idade, com três filhos pequenos, começa, acidentalmente, a observar através da janela do apartamento, um jovem casal do prédio vizinho. O primeiro flagra é do casal vizinho praticando sexo. A partir daí, eles passam a assistir momentos diários da vida dos vizinhos por um período, como se fosse uma TV, onde tudo é perfeito. Fecha com chave de ouro mostrando que, na maioria dos casos, a grama do vizinho é sempre mais verde.

Duração: 20 minutos

Disponível no youtube

 

Hair love

Poucos minutos e uma grande mensagem de representatividade. ‘Hair Love’ venceu o Oscar 2020 de melhor curta-metragem de animação. O curta, disponível no youtube, mostra uma criança que tenta arrumar o cabelo afro e tem a ajuda do pai que, a princípio, se desespera por não ter a menor ideia de como ajudar a filha. Com calma, juntos, eles conseguem fazer um belo penteado. E o final? Bom, isso você vai ter que assistir. Vale muito a pena.

Duração: 7 minutos

Disponível no youtube:

 

 

The silent child

Essa jornalista que vos escreve aconselha pegar um lencinho para assistir ‘The silent child’. Um manifesto sobre a importância da inclusão, o curta, vencedor do Oscar em 2018, coloca o dedo na ferida, mostrando o cotidiano de uma garotinha, de seis anos, surda e muda, em uma família de ouvintes. A menina – interpretada por Maisie Sly – passou a vida toda isolada, por conta da falta de vontade dos familiares de aprenderem a língua de sinais, as Libras. Mas isso muda com a chegada de uma pedagoga e intérprete de sinais, que ensina, aos poucos, a menina a se comunicar. A relação que as duas criam é linda e o final do curta é um – importante – soco no estômago. Na premiação do Oscar, a atriz que faz a intérprete, Rachel Shenton, discursou em Libras, ao lado do noivo e diretor Chris Overton.

Duração: 20 minutos

Disponível no youtube:

 

 

3 minutos, um abraço

Vinte e oito minutos de um curta praticamente sem diálogo, mas muitos abraços, como o nome mesmo diz. As vozes que ouvimos no início são de pessoas que se preparam para reencontros muito importantes. Em 2018, um evento chamado ‘Abraços não muros’, reuniu, na fronteira entre os Estados Unidos, em El Paso, e Ciudad Juárez, no México, exilados e parentes, por apenas três minutos. O curta – dirigido por Everardo González – acompanha a chegada de grupos de famílias no muro que separa os dois países. Por 180 segundos, filhos que não conheciam pais, casais, idosos, e jovens se reveem. Um curta emocionante que mostra como as divisões geográficas e diplomáticas afetam a vida de milhões de pessoas.

Duração: 28 minutos

Disponível na Netflix

Trailer:

 

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