Geração Z – Sociedade conectada

Geração Z – Sociedade conectada

Crédito: Austin Distel

Os nascidos no início dos anos 2000, ou seja, jovens com menos de 20 anos de idade fazem parte dessa nova geração. E como em toda de geração há conflitos e diferenças que só enriquecem a sociedade, nós resolvemos entender quem são, o que pensam e como se comportam essas pessoas.

Esses jovens já nasceram conectados, ou seja, o contexto tecnológico em que vivem é completamente diferente do que seus pais viveram. Isso significa que a predisposição ao mundo digital é nata. Assim, eles não fazem distinção entre o mundo on-line e o off-line. Eles são all-line, isto é, vivem das duas maneiras.

Smartphones, TV Digitais, Streamings, Telas Touch, sem contar as redes sociais. Todo tipo de facilidade conectiva faz parte da vida de milhares de jovens no mundo inteiro. O fato é que justamente por isso eles têm uma forma diferente de olhar o mundo.

Valores distintos

Iza Dezon, representante do bureau de tendências Peclers Paris, no Brasil, afirma que a transparência é a principal característica dos jovens da geração Z. “Eles são informados e não aceitam as coisas facilmente como as gerações anteriores faziam”, diz Iza. Para ela, mais que transparência, essas pessoas exigem mais compromisso por parte da sociedade. Mas o que isso significa?

Significa que empresas, governos e sociedade devem fazer tudo às claras. Além disso, devem agir de acordo com o que pregam. É o mínimo que se espera, não é?  Para você ter uma ideia, isso se reflete no que eles escolhem para comer, vestir, se locomoverem e por aí vai.

É aí que as empresas precisam prestar mais atenção. Ao contrário das gerações passadas, a Z procura saber se o que consome chega até ela de forma sustentável, se os produtos são testados em animais, onde é descartado o resíduo daquela produção. Esse tipo de preocupação faz com que marcas se destacam ou percam credibilidade no mercado.

Iza ressalta que a ferramenta que os Zers têm para oferecer ao mercado de trabalho é o conhecimento. “Eles estão sempre em busca de capacitação e isso é a moeda de troca deles dentro de uma empresa”, explica. Assim, eles desejam encantar líderes. Porém, para isso, precisam admirar quem está no comando. Caso contrário, não conseguem se desenvolver naquele ambiente.

Que tal compartilhar as coisas e os espaços?

Isso mesmo. A geração Z nasceu para dividir. Por isso, Uber, patinetes, bicicletas e motos compartilhados fazem parte do dia a dia dessas pessoas. Os co-workings, espaços de trabalho compartilhados, também são uma alternativa que os Zers valorizam (e muito). É não é dividir! É compartilhar, ou seja, usar em conjunto com outras pessoas. O sentido de propriedade não tem a importância que nossos pais e avôs sempre deram a isso. O mindset é outro. Por isso, adaptar a esse novo público é um desafio para governos, empresas e toda a sociedade.

 Geração sem rótulos

Uma pesquisa realizada pelo Ad Age Custom Studio, site com conteúdo direcionado a formadores de opinião e disruptores do cenário de marketing e mídia, os Gen Zers estão em busca de novas aventuras e experiências. Para isso, eles gastam o necessário para fazer as coisas acontecerem. Mas conquistar esse consumidor não é uma tarefa simples.

As marcas – de diversos segmentos – precisam se envolver e criar afinidade com esse grupo, pois colherão os benefícios à medida que esses consumidores envelhecerem e, consequentemente, sua renda crescer.

Ao mesmo tempo, é inimaginável alcançar a Geração Z com uma proposta única. Assim, as empresas precisam ser adaptáveis.

Por que isso acontece?

Segundo o Ad Age Studio, muito profissionais de marketing já tentaram agrupar todos os Zers em uma mesma categoria. Mas isso não é possível, pois, mesmo pertencendo ao mesmo grupo social, o comportamento dessas pessoas é extremamente diverso.

Embora essa geração seja digital, ou seja, já nasceu com gadgets em punho, a internet é apenas mais uma rotina da vida diária. Portanto, diferente das gerações anteriores que se surpreendiam com a facilidade de acessar informações, fazer compras on-line ou rastrear suas informações sobre exercícios e saúde digitalmente, os Zers consideram essas coisas normais, cotidianas. Ao mesmo tempo, eles têm apego a livros impressos e compras em lojas físicas com os amigos.

A percepção de que as relações dessa geração com as marcas devem ser uma experiência foi mostrada na pesquisa da Kantar Consulting, deste ano – “3ª E.R.A. do consumo determinada por novas formas de valor – experiência, relações e algoritmos”.

Os Zers compram menos, se preocupam mais com o futuro e valor agregado, para eles, está na experiência, no propósito e na identificação que transforma o mercado com produtos e serviços. Outro ponto da pesquisa revela que a internet traz rapidez e praticidade, dá acesso a novas marcas e produtos, mas eles não diferenciam o on e o off-line. Eles são omnichannel, isto é, consomem das duas formas – on e off-line.

Para você ter uma ideia, 77% desses novos consumidores influenciam os gastos da família na cesta de alimentos e bebidas. 20% gastam o próprio dinheiro com esses mesmos produtos. 40% gastam com itens de satisfação pessoal. Além disso, eles usam as redes sociais como retailers (varejistas) que dão acesso a categorias que não se encontra fisicamente. Os pagamentos são feitos num piscar de olhos – Apple pay, cartão por aproximação, etc. E adoram entrega grátis. Quem não gosta, não é?

Assim, fica claro que não se pode rotular essa geração e ser simplista na hora de qualificá-los como consumidores. As marcas de produtos e serviços devem ficar atentas ao tipo de relação que essas pessoas desejam e focar em duas frentes simples: física e digital. Ficar ligado nos comportamentos que surgirão a partir dos Zers é fundamental para que os negócios sigam crescendo.

Crédito: Telefônica

Quer saber mais? Clica nestes links:
www.exame.abril.com.br
www.ecommercebrasil.com.br
www.consumidormoderno.com.br
www.oglobo.globo.com

Como você se relaciona com os Zers?
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