Medo e ansiedade com a crise do coronavírus? A psicóloga Stephanie Gracy dá dicas para manter saúde mental

Medo e ansiedade com a crise do coronavírus? A psicóloga Stephanie Gracy dá dicas para manter saúde mental

Crédito: Envato

Artigo: Stephanie Gracy

 

Se você não foi afetado pela doença…


A ansiedade pode se manifestar de várias formas:
1. nervosismo, agitação, estado de alerta;
2. não conseguir pensar em outra coisa;
3. necessidade de ver e ouvir constantemente informações sobre o coronavírus;
4. dificuldade para realizar tarefas diárias.
5. problemas para pegar no sono;
6. dificuldade de controlar sua preocupação;
7. persistência em saber sobre o estado de saúde dos familiares, alertando-os sobre os graves perigos que correm toda vez que saem de casa.

Diante dessa situação:

  • Identifique os pensamentos que possam causar mal-estar. Pensar constantemente na doença pode causar o aparecimento ou o aumento de sintomas que ampliem seu mal-estar emocional.
  • Reconheça as emoções e busque aceitá-las. Se necessário, compartilhe sua situação com os mais próximos para encontrar a ajuda e o apoio necessários.
  • Questione: procure provas de realidade e dados confiáveis. Conheça os fatos e dados confiáveis oferecidos pelos meios de comunicação oficiais e científicos e fuja de informações que não provenham dessas fontes, evitando informações e imagens alarmistas.
  • Informe seus entes queridos de maneira realista. No caso de menores ou pessoas especialmente vulneráveis, como idosos, não minta para eles e forneça explicações verdadeiras, adaptadas ao seu nível de compreensão.
  • Evite informações em excesso. Estar permanentemente conectado não o deixará mais bem informado, podendo levar, ainda, ao aumento desnecessário da sua sensação de risco e nervosismo.
  • Mantenha uma atitude otimista e objetiva. Evite falar o tempo todo sobre o assunto, apoie-se na família e nos amigos e ajude-os a manter a calma e um pensamento adaptativo a cada situação, além de tentar levar uma vida normal na qual não se alimente o medo dos outros.

Se você pertence à população de risco

  • Siga as recomendações e medidas de prevenção determinadas pelas autoridades sanitárias. Confie nelas porque sabem o que fazem, têm o conhecimento e os meios.
  • Informe-se de forma realista.
  • Não trivialize seu risco para tentar evadir a sensação de medo ou apreensão com a doença. Tampouco o amplifique. Seja cauteloso e prudente, sem se alarmar.
  • Se recomendarem medidas de isolamento, lembre-se de que é um cenário que pode levar você a sentir estresse, ansiedade, solidão, frustração, tédio e/ou irritação, juntamente com sentimentos de medo e desespero, cujos efeitos podem durar ou aparecer mesmo depois do confinamento. Por isso, tente se manter ocupado e conectado com seus entes queridos.
  • Crie uma rotina diária e aproveite para fazer as coisas que você gosta, mas que geralmente, por falta de tempo, não pode fazer, como ler livros, assistir filmes, aventurar naquela receita gostosa, etc.

Se você está sofrendo da doença

Além de seguir as recomendações acima, também procure:
  • Administre seus pensamentos intrusivos. Não se ponha na pior situação antecipadamente.
  • Não se assuste desnecessariamente. Seja realista. A imensa maioria das pessoas está se curando.
  • Quando sentir medo, lembre da experiência que você tem em situações semelhantes. Talvez, agora, você não faça essa associação por ter uma percepção de maior gravidade. Pense quantas doenças você superou com sucesso na vida.

 

 

 

 

Aprenda a reconhecer seus medos

O medo não é uma emoção ‘ruim’ em si”. “O que é ‘ruim’ é que apareça quando não é adaptativo (em uma situação em que não corremos risco); ou que apareça com uma intensidade que nos bloqueie. Nossas experiências e traumas do passado também podem influir de forma problemática nesse período extraordinário. O fato de termos vivido situações traumáticas (no caso que nos diz respeito, falaríamos de doenças próprias ou alheias ou de mortes de entes queridos) pode alterar a relação que temos com o nosso mundo emocional e, a partir daí, viver o medo de um lugar inapropriado.
O importante é colocar o medo no contexto que estamos enfrentando no momento. Para administrar a ansiedade diante do alarme sanitário, acho que seria importante que cada um escutasse a mensagem do seu medo.
  • esse medo seria de se infectar e morrer?
  • de se infectar e matar?
  • de nossos entes queridos serem infectados?
  • de perdas financeiras?
  • de isolamento?
  • de estar desabastecido?
  • de rejeição?
  • de não poder assumir responsabilidades de cuidados?

É importante conhecer esse medo: se é um medo antigo; se é novo ou se você aprendeu com alguém.

Contextualizar nossos medos e tentar acalmá-los com recursos pessoais que nos regulam emocionalmente e um consumo limitado de notícias, colocando o foco nos meios de comunicação oficiais, é importante.
Praticar o autocuidado nesse estado excepcional com o autoconhecimento. Você pode aprender a acalmar sua mente desses pensamentos de ansiedade antecipatória, pensamentos alarmistas e pessimistas.
Você pode se conectar à sua respiração, sentir o ar entrando e saindo, seu percurso. E toda vez que você cair nesses pensamentos, volte sua atenção para o nariz, esse lugar por onde o ar entra e sai. Repetidas vezes, sem se deixar levar pelos julgamentos. Não se trata de não ter pensamentos, mas de saber acompanhá-los e soltar.
Se ao ler estas informações e ainda sim se sentir com dificuldades de lidar com o que vem sentindo e pensando neste momento, busque por suporte especializado. Você não precisa passar por isso sozinho(a).
BIBLIOGRAFIA:
https://brasil.elpais.com/smoda/2020-03-14/medo-e-ansiedade-com-a-crise-do-coronavirus-conselhos-dos-psicologos-para-tranquiliza-lo.html

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Como você cuidando da sua saúde mental durante a quarentena?
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